terça-feira, 30 de setembro de 2008
Analisando a crise americana...
Peço desculpas antecipadas, por falar aqui no blog de um assunto já tão batido pela mídia, mas não poderia deixar de registrar aqui esse momento "histórico" do mundo.
Depois de tentar explicar a crise americana, agora vou deixar aqui minha pequena análise sobre esse furacão todo...
Pois bem, há mais ou menos um ano eu me lembro perfeitamente do Well dizendo: "Mano, os Estados Unidos vão "quebrar", porque os malucos vão deixar de pagar a prestação da casa..."
O Well é economista, vidente ou algo do tipo?
Não! Mas a crise era tão óbvia que até um biólogo (no caso, o Well!), ou até um quase-tecnológo em telecomunicações (no caso, este que vos escreve!) era capaz de prever o que estava por acontecer, mais cedo ou mais tarde...
Sinceramente não acredito que a economia estadunidense, vá sofrer por muito tempo os efeitos financeiros desta crise.
Os Estados Unidos, evidentemente, não vão "falir" por completo, até porque mesmo sendo aprovado esse famigerado pacote de ajuda aos bancos, o "rombo" será de aproximadamente 5% do PIB de lá. (pra se ter idéia o México já desembolsou na década de 90, cerca de 25% do seu PIB, no auge de uma crise, e nem por isso quebrou!)
Porém acredito que mais importante que os efeitos financeiros desta crise, são os efeitos ideológicos!
Nancy Pelosi disse ontem: "The Party is Over!"
Eu, com o perdão da ousadia, digo: "O neoliberalismo acabou!"
Sim, pra mim, essa crise representa o fim do "Laissez-faire", da "Mão Invisível", etc e etc, e mostra o quanto o Estado deve se fazer presente na regulação da economia.
Aquilo que a grande maioria dos estadunidenses sempre pregou como uma postura ideal pra todo o mundo, se mostrou ser insustentável dentro de sua própria casa (sem trocadilhos), e é aí que mora o "problema", o orgulho do Tio Sam foi ferido!
Acabou-se a moral de "Sr da Verdade Suprema" dos Estados Unidos!
O Mundo nunca mais será o mesmo depois desta crise!
Onde estará, numa altura dessas do campeonato, o FMI e o Banco Mundial?
Que, ao menos, se aprenda a lição!
