quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Clube do Filme

Imagine que você é pai de um adolescente de 15 anos que detesta a escola e consequentemente é um fracasso total na vida escolar.

O que você faria para tentar a colocar seu filho "na linha"?
Dava umas pancadas? Cortava a mesada? Forçaria ele a assistir ao programa da Ana Maria até melhorar as notas?

Não foi nada disso que David Gilmour (não, não é o vocalista do Pink Floyd) fez!
A proposta dele para o filho foi, no mínimo, inusitada: Ele poderia abandonar a escola, não precisaria trabalhar, ou seja não precisaria fazer nada da vida; A única exigência do pai era de que o filho deveria assitir, juntamente com ele, três filmes por semana.

Interessante, não!?

É em cima disso que se passa o livro.

O poderoso chefão, Instinto Selvagem, Sindicato de Ladrões, A Doce Vida, Os reis do iê iê iê, O Bebê de Rosemary...é assim entre um filme e outro que David vai nos contando a história.

"Nossa deve ser um livro chato pra cinéfilos de carteirinha esse negócio aí! "

Não, porque o livro não fica preso em narrar detalhes ou opiniões sobre os filmes em si, mas sim nos mostra as experiências passadas de pai pra filho durante esse período, os medos do pai ao ver que seu filho está crescendo e ficando cada vez mais distante e as aflições e problemas de um adolescente de 15 anos (que todo mundo que já teve essa idade sabe bem quais são).

Pra quem já tem filhos, é um bom livro para ter um ótica diferente sobre educação; Pra quem ainda não tem filhos, é um ótimo livro para que possamos entender um pouco melhor nossos pais; E pra quem gosta de cinema, é um bom livro para mostrar a força que a sétima arte possui e do que ela é capaz.

O livro é pequeno e tem um ritmo bem leve o que faz com que seja possível lê-lo direto numa "pancada" só.

Não digo que empresto pra quem quiser porque, depois das férias, esqueci de trazer o dito cujo pra Porto Alegre e porque o único livro que emprestei pra alguém depois de ter falado dele aqui no blog, até agora não me devolveram, não é Beta?