Acredito que todos conhecem a história desse filme: Um imigrante brasileiro em Londres é confundido com um terrorista e morto pela polícia britânica.
O filme poderia tentar mostrar Jean Charles como um santo ou como um pobre coitado, mas não! É nos mostrado um brasileiro cheio de trambiques, que passa alguns amigos pra trás e se mete em porrada de confusão, ou seja, nos mostra um Jean muito real.
Mas o grande lance do filme não é a história em si, ou qualquer outra coisa; Pra mim o grande destaque do filme fica pela atuação de Selton Mello.
Digo, sem medo de errar, que é uma das grandes interpretações que já ví em um filme!
Selton Mello vem se destacando desde "O que é isso, companheiro?", passando por "O auto da Compadecida" e agora acho que se firma, definitivamente, como o grande ator brasileiro de sua geração.
Depois de ver, fui pesquisar um pouco sobre o filme e nessa pesquisa descobri que o Selton estava em depressão durante as filmagens, talvez por isso tenha interpretado a personagem tão bem! Será? Ou será entrou em depressão porque se dedicou demais para interpretar a personagem e acabou se contaminando um pouco por Jean Charles?
Outra coisa interessante é o fato do filme misturar atores profissionais com anônimos que vivem em Londres, o que deixa o filme um pouco mais "pobre", porém mais próximo da realidade.
Imagine que você é pai de um adolescente de 15 anos que detesta a escola e consequentemente é um fracasso total na vida escolar.
O que você faria para tentar a colocar seu filho "na linha"? Dava umas pancadas? Cortava a mesada? Forçaria ele a assistir ao programa da Ana Maria até melhorar as notas?
Não foi nada disso que David Gilmour (não, não é o vocalista do Pink Floyd) fez! A proposta dele para o filho foi, no mínimo, inusitada: Ele poderia abandonar a escola, não precisaria trabalhar, ou seja não precisaria fazer nada da vida; A única exigência do pai era de que o filho deveria assitir, juntamente com ele, três filmes por semana.
Interessante, não!?
É em cima disso que se passa o livro.
O poderoso chefão, Instinto Selvagem, Sindicato de Ladrões, A Doce Vida, Os reis do iê iê iê, O Bebê de Rosemary...é assim entre um filme e outro que David vai nos contando a história.
"Nossa deve ser um livro chato pra cinéfilos de carteirinha esse negócio aí! "
Não, porque o livro não fica preso em narrar detalhes ou opiniões sobre os filmes em si, mas sim nos mostra as experiências passadas de pai pra filho durante esse período, os medos do pai ao ver que seu filho está crescendo e ficando cada vez mais distante e as aflições e problemas de um adolescente de 15 anos (que todo mundo que já teve essa idade sabe bem quais são).
Pra quem já tem filhos, é um bom livro para ter um ótica diferente sobre educação; Pra quem ainda não tem filhos, é um ótimo livro para que possamos entender um pouco melhor nossos pais; E pra quem gosta de cinema, é um bom livro para mostrar a força que a sétima arte possui e do que ela é capaz.
O livro é pequeno e tem um ritmo bem leve o que faz com que seja possível lê-lo direto numa "pancada" só.
Não digo que empresto pra quem quiser porque, depois das férias, esqueci de trazer o dito cujo pra Porto Alegre e porque o único livro que emprestei pra alguém depois de ter falado dele aqui no blog, até agora não me devolveram, não é Beta?
Conforme prometido, aqui estou para uma análise um pouco mais "profunda" do oscar.
"Quem quer ser um milionário?" é um bom filme, mereceu levar todos os prêmios que conquistou?
Não sei.
Em algumas categorias a briga era grande entre ele e "O Curioso Caso...", comigo acreditando mais no Benjamin Button.
Enfim os dois são os grandes filmes do ano na minha opinião.
A única coisa que me inquietou foi o porquê de "Quem quer ser um milionário?" ser capaz de levar um oscar, e "Cidade de Deus" não?
Os filmes têm a mesma linha (a ponto de existirem algumas cenas de um que caberiam no outro perfeitamente e vice-versa), uma fotografia bem parecida, assistam e percebam as diversas semelhanças entre os filmes. Fica algo a se pensar.
Em linhas gerais foi uma premiação justa.
Ah, exceto pelo prêmio de melhor ator!
Sean Penn ganhou um oscar fazendo uma personagem que, se não fosse pelos beijos gays, até eu faria. E na minha opinião entra pra história como uma das atuações mais superestimada do oscar.
E beijo gay apenas, não é motivo pra dar Oscar pra ninguém. Se o fosse o Rodrigo Santoro já teria pelo menos um na sua casa!
Mickey Rourke fez, em "O Lutador", uma das atuações mais extraordinárias que já vi e voltou pra casa de mãos vazias.
O Rubens Ewald Filho, disse (tentando justificar o Oscar dado ao Penn): "A academia ainda não perdoou Mickey Rourke!".
Perdoou?? A Academia virou igreja agora?
Lamentável e se eu fosse o Sean Penn teria vergonha desse Oscar!
Uma galera vem me perguntando minha opinião sobre quais filmes sairão vitoriosos nesta noite.
Confesso que até sexta, entre os indicados, havia assistido apenas "Batman", "A troca", "Austrália", "Vicky Cristina Barcelona" e "O Curioso caso de Benjamin Button".
E desde sexta, como uma forma de fugir um pouco do carnaval, fiz uma via-sacra pelos cinemas porto alegrenses pra assistir aos que faltavam, no fim das contas consegui assistir nesses dias: "O leitor", "Quem quer ser um milionário?", "Milk", "Frost/Nixon", "O lutador" e "Foi Apenas um Sonho".
Então, vamos aos palpites (em algumas categorias):
Mãe Dinah Mode [ON]
MELHOR FILME: Quem quer ser um milionário? *Atualizando às 01:55 - Só pra bater o martelo. De fato foi o filme do ano. Amanhã faço uma análise mais aprofundada de tudo isso. MELHOR DIRETOR: Danny Boyle (Quem quer ser um milionário?) *Atualizando às 01:26 - "Quem quer ser um milionário?" vai pintando um dos grandes filmes da década.
MELHOR ATOR: Mickey Rourke (O Lutador) *Atualizando às 01:44 - Sean Penn não foi melhor que o Mickey Rourke, NUNCA! Me revoltei com essa escolha. MELHOR ATRIZ: Kate Winslet (O Leitor) *Atualizando às 01:32 - Depois de 6 indicações, ela mereceu este oscar! ATOR COADJUVANTE: Heath Ledger (Batman) *Atualizando às 01:12 - Se tivesse vivo, levaria do mesmo jeito!
ATRIZ COADJUVANTE: Penélope Deusa Cruz (Vicky Cristina Barcelona) *Atualizando às 22:47 - A Deusa mereceu!
ROTEIRO ORIGINAL: Milk *Atualizando às 22:57 - Mãe Dinah funcionando bem, por enquanto.
ROTEIRO ADAPTADO: O Curioso caso de Benjamin Button *Atualizado às 23:01 - "Quem quer ser um milionário?" levou; O prêmio tá em boas mãos.
FOTOGRAFIA: O Curioso caso de Benjamin Button *Atualizando às 23:35 - "Quem quer ser um milionário?" tirou o doce da boca do Benjamin Button, de novo!
FIGURINO: Austrália *Atualizando às 23:21 - Não assisti ao "A Duquesa", então não posso dizer muita coisa.
MAQUIAGEM: O Curioso caso de Benjamin Button *Atualizando às 23:26 - Esse tava fácil de levar!
EFEITOS ESPECIAIS: Batman - O Cavaleiro das Trevas *Atualizando às 01:12 - "O Curioso caso de Benjamin Button" levou, por essa eu não esperava. Mãe Dinah Mode [OFF]
Depois de muito enrolar, resolvi assistir "O curioso caso de Banjamin Button".
É um filme triste!
Mas não se trata uma tristeza grudenta como uma música do NXerox NxZero, o filme tem uma "tristeza bela", mais ou menos a mesma tristeza que a gente encontra em "In the Wee Small Hours of the Morning", do Sinatra (neste vídeo, com uma interpretação do John Mayer).
A história do filme, pra quem não conhece, gira em torno de alguém que nasce com uma aparência de velho e com o passar do tempo vai rejuvenecendo, como se seu relógio biológico "andasse pra trás".
Mas o filme também trata das perdas que temos durante a vida.
A perda de alguém próximo, a perda de uma oportunidade que não volta, e principalmente a forma como lidamos com essas perdas.
Enfim: Brad Pitt fez um trabalho sensacional, a maquiagem do filme é impressionante.
O filme fez por merecer as 13 indicações ao oscar!
Quantas estatuetas vai levar? Chuto que entre 5 e 7, mas vamos ver....
"Só isso" já bastaria pra ter uma idéia do quão bom é esse filme!
Sim, eu sou fã da Penélope Cruz e nesse filme ela está simplesmente impersdível! Não que nos filmes onde atua falando inglês ela seja ruim, mas venhamos e convenhamos que essa deusa atuando em espanhol não tem igual!
Scarlett Johansson também esta imperdível!
Mas o filme é muito mais do que simplesmente duas mulheres lindas se pegando. (na real a cena que elas se pegam é beeeem curtinha)
Sim, Vicky Crsitina Barcelona é um dos melhores filmes que eu vi nesse ano de 2008.
Com piadinhas, engraçadíssimas por sinal, na hora certa e com Barcelona sendo filmada por Wood Allen de uma forma sensacional, os 96 minutos do filme passam de um jeito que nem se percebe.
Sexta-feira passada fui assistir ao indicado para representar o Brasil na disputa do Oscar.
Que filme ruim!
Infelizmente, o cinema tupiniquim estará sem chance nenhuma nesse oscar, A trilha sonora é inexistente, a fotografia não acrescenta nada ao filme, enfim, é um filme bem fraquinho que não empolga o espectador em nenhum momento durante os seus 110 minuntos.
Não sei o que o Ministério da Cultura enxergou nesse filme na hora de escolhê-lo como nosso representante na corrida pelo carequinha dourado! (sem malícia, moçada!)
Que em 2011 a gente seja mais feliz na escolha...
Linha de Passe é 1.000.000 de vezes melhor que este filme!
"Ensaio sobre a Cegueira" é um dos melhores filmes que eu vi nesses últimos tempos. É aquele tipo de filme que vai lá no fundo de cada um e nos faz ver até que ponto, nos dias de hoje, o ser humano esta degradado. O filme é tão pertubador que me fez, depois de assisti-lo, ficar um tempo insconscientemente imóvel, quieto na cadeira do cinema divagando sobre qual será o fundo do poço quando se trata dessa degradação.
A história narrada no filme (livro) acho que todo mundo conhece, mas se você não tem idéia do que se passa, clique aqui, e veja a sinopse.
Corta!
A situação de São Paulo (o estado) é de doer!
E o que uma coisa tem a ver com a outra?
Simples, eu só consigo imaginar uma possibilidade pra explicar o que está acontecendo atualmente no meu estado natal:
A população está cega!
Os últimos acontecimentos no Estado (conflito entre PM e Civis/Sequestro em Santo André), são apenas dois exemplos da competência daqueles que governam a "locomotiva do país" (?) há 14 anos.
E o mais engraçado, e algo que a gente só vê quando sai de lá é que o povo, salvo raras exceções, fica totalmente passivo diante dessa competência, mas porque?
Os paulistas só podem estar cegos, oras!
Porém, diferentemente do filme, na vida real, a cegueira não é causada por vírus, bactéria ou algo que o valha, mas sim por uma mídia que se esqueceu por completo o significado da palavra imparcialidade, cobrindo o quer e escondendo o que não quer.
Só espero que essa cegueira termine antes que as diferenças entre ficção e realidade comecem a se tornar mínimas demais...
Eu assisti "Ainda Orangotangos", logo na estréia, há mais ou menos um mês e o que eu posso dizer do primeiro longa brasileiro em plano-sequência?
(Com o perdão do trocadilho, nobres navegantes)
É ANIMAL!
É bem legal ver lugares pelos quais você passa quase que diariamente, sendo retratadas dessa forma. A forma como Porto Alegre foi filmada neste longa, me encantou, no duro!
A câmera ligada direto, sem cortes, durante 81 minutos e percorrendo quase 15 Km por Porto Alegre, me deixou maluco! (imagino o trabalho que deu pra fazer este filme)
Sim, o ritmo do filme é frenético!
Tá bom, algumas cenas são bizarras, mas acredito sinceramente, que exatamente nessas cenas, a intenção do filme era justamente essa, mostrar um lado bizarro que existe dentro de todo, ou de quase todo, mundo.
Pelo outro lado, existem alguns trechos do filme que são memoráveis, como por exemplo a explicação da suposta praga que o falecido Papa João Paulo II, teria rogado sobre o Internacional, simplesmente engraçadíssima!
O conteúdo não tem muito segredo, a trama se passa ao longo de 14 horas num dia quente do verão porto-alegrense, mostrando algumas situações de 15 personagens em um dia normal na cidade.
Pára tudo!
Ôôô Puggina, mas são 81 minutos, ou 14 horas?? Explica esse negócio direito, rapaz!
Eu não explico, mas o diretor Gustavo Spolidoro sim: "Com o horário de verão, em Porto Alegre só escurece às 20h30. Então, tínhamos o sol para as primeiras cenas e a noite para o fim do filme (o filme foi gravado entre às 19h30 e 21h). Entramos num prédio e era dia e, quando saímos, já era noite. E isso sem usar nenhum efeito"
Deu pra entende?
Outra coisa que faz o filme valer a pena, é a trilha sonora:
A versão portenha de "Amigo Punk", clássico da Graforréia Xilarmônica, tocada no filme por Arthur de Faria & Seu Conjunto, e Damn Laser Vampires tocando "Morte por Tesão" (dos Cascavelletes - outro clássico do rock gaúcho), pra mim são os destaques da trilha que ainda conta com Pata de Elefante, Yanto Laitano, Superguidis, entre outros.
E sabe o que é o mais legal de toda essa trilha? É que dá pra baixar ela toda, aqui!
Um detalhe futebolístico curioso, é que o filme foi gravado no dia 8 de dezembro de 2006, portanto antes do título de Mundial que o Colorado conquistaria apenas no dia 17 daquele mesmo mês, porém em uma das passagens do filme o Inter é citado como Campeão Mundial!
Peguntado sobre isso, Spolidoro foi enfático: "É a fé de torcedor!"
O que eu preciso, deixa registrado aqui, foi a confusão mental que eu entrei depois de assistir "Ainda Orangotangos": Curiosamente, grande parte desse longa foi filmada perto de casa, então eu passava em frente as locações do filme, enquanto ia do cinema de volta pra casa, e pensava: "Ué o filme ainda não acabou!?". Parece loucura, mas foi real...
Pra quem tiver curiosidade, eu roubei da Zero Hora do dia 28/08 e dei uma alterada aí no esquema abaixo que mostra o trajeto no qual o filme foi gravado. (Clique na imagem pra ampliar)
Sexta-feira eu fui ver U2 3D, primeiro vou falar da banda depois do filme, ok?
Por puro preconceito e ignorância de "Punk Adolescente" não gostava de U2 até uns 4 anos atrás (na real conhecia muito pouco da banda), até que um dia, sei lá como, apareceu em casa um CD com a discografia dos irlandeses em MP3, aí resolvi ouvir e...gostei!
Descobri que pra ouvir bandas como U2, Stones e outras, é preciso ter um pouquinho de maturidade. De fato não são coisas pra se ouvir no auge da rebeldia "anarko.punk.comuna.foda-seositema.heyholetsgo!"
Não me tornei um fã incondicional da banda do Bono [banda do Bono? como fico estranho isso! mas vai assim mesmo...], mas vire e mexe me pego por aí cantarolando trechos de alguma música dos caras (One, principalmente!).
O filme:
Antes, uma observação: Sou obrigado a concorda com a Di, como cultura é um negócio caro de se consumir no nosso país! Pagar 20 pila pra ver um filme, por mais genial que ele seja, não é algo muito "agradável" e muito menos acessível pra grande maioria da população.
Agora sim, o filme:
Imperdível! Não tenho outra palavra pra descrever!
A sensação que se tem é de que não se está apenas assistindo ao show, mas sim participando dele! A parada é tão real, que o bobão aqui desviou a cabeça de uns três ou quatro copos arremessados pela platéia (a da tela, não a do cinema)!
O ponto alto do filme, na minha opinião, é quando em "Sunday Bloody Sunday" no trecho
"Wipe the tears from your eyes Wipe your tears away. I'll wipe your tears away. I'll wipe your tears away."
o Bono, estica o braço pra fora da tela como que enxugando as lágrimas de quem está ali sentado na cadeira.
E lá vamos nós pra surpresa cinematográfica desagradável da semana...
NOME PRÓPRIO
Domingão, chuva, só coisa boa passando na tv, um celular que não toca e o "grande" vencedor do 36º Festival de Gramado em cartaz num cinema não muito longe de casa, o que fazer diante disso?
Bora ver o filme!
Ao chegar no cinema um mal sinal, ninguém além deste que vos escreve havia tido a "coragem" de ver o filme! Isso mesmo uma sessão de cinema exclusiva pra mim!
Na entrada um senhor de uns 60 anos (dono do cinema, provavelmente) já havia me alertado: "Meu filho, esse filme é quente!"
De imediato pensei: "O que será que significa "quente" para este simpático senhor?"
Pois bem, comentários sobre a "temperatura" do filme à parte, vamos ao que interessa:
A idéia inicialmente é boa, fazer um filme baseado num livro que por sua vez foi baseado nos posts de um blog!
A primeira cena do filme é ótima e dá impressão que estamos diante de um filmaço.
Porém, na medida que o filme se desenrola vemos um festival de putaria com a Leandra Leal aparecendo em 51% do filme (no mínimo) pelada ou fazendo sexo, o filme é de fazer inveja a qualquer "pornochanchada" já produzida!
O filme narra a história de uma louca, que trai o namorado e é expulsa de casa. Após este fato ela começa a procura por um lugar pra ficar e no meio disso tudo vai vivendo umas experiências malucas, vai mandando "recados" pro ex-namorado através de um blog e entre uma coisa e outra ela vai transando, transando e....transando!
Não fosse pela apelação sexual e o exagero no uso dos palavrões, o filme até não seria ruim ...tem uma história legal pra conta, foi bem produzido, tem um elenco bom, porém pecou ao imaginar que ainda estamos na década de 70...
Com todo respeito ao júri de Gramado, mas não tinha filme melhor pra vocês premiarem não!?
Nessa semana que se passou fui surpreendido por dois filmes (um bom e outro, no mínimo, ruim)...
Primeiro a surpresa boa, um filme francês:
A CULPA É DO FIDEL!
Um filmaço!
Anna tem 9 anos, mora em Paris e leva uma vida regrada e tranqüila, dividida entre a escola católica e o entorno familiar. O ano é 1970 e a prisão e morte do seu tio espanhol, um comunista convicto, balança a família. Ao voltar de uma viagem ao Chile, logo após a eleição de Salvador Allende, os pais de Anna estão diferentes e a vida familiar muda por completo: engajamento político, mudança para um apartamento menor, trocas constantes de babás, visitas inesperadas de amigos estranhos e barbudos. Assustada com essa nova realidade, Anna resiste à sua maneira. Aos poucos, porém, realiza uma nova compreensão do mundo.
É importante, pra quem quiser compreender bem o filme, entender um pouco mais sobre o contexto histórico que ele se passa já que o filme faz citações explícitas a Franco, Allende, De Gaulle, além de claro o próprio Fidel...
Mas engana-se quem imagina que o filme, por causa disto, possui um ar de documentário...pelo contrário, o filme consegue se inserir em um período turbulento da história sendo belo e até "engraçado" em alguns momentos.
A filme é de Julie Gravas, portanto alguém que tem propriedade pra escrever sobre o que ocorre em "A Culpa é do Fidel", uma vez que ela é filha do também cineasta (comunista) grego Costa-Gavras.
Como se a história do filme por si só não fosse boa, outra coisa que faz o filme valer a pena é a atuação de Nina Kervel-Bey (Anna), simplesmente a melhor atuação de uma atriz-mirim que eu já vi, quem assistir ao filme vai entender o que eu estou dizendo.
Trailer (com legendas em inglês, não encontrei o trailer com legenda em português)
Por indicação do Murillo, assisti este filme. Confesso que poucas vezes me surpreendi com um filme, tanto quanto me surpreendi com este. O filme é cômico na medida certa, é romântico sem ser piegas, resumindo: uma história simples, porém encantadora.
Sem falar que a atuação e o sorriso (ahhh o sorriso) da Audrey Tautou, já valem o filme!
Enfim, fica a dica pra quem quer fugir um pouco dos filmes "tradicionais". Mais sobre o filme
Caipira do Interiôrrrr de São Paulo, radicado em Goiânia e ainda apaixonado por Porto Alegre, onde viveu por dois anos.
Entre outras coisas:
Um ex-quase-Técnologo em Telecomunicações, um "músico"(?) frustado, um apaixonado por Cerveja, um maluco por róquenrrôu e por fim um palpiteiro que decidiu por conta própria virar blogueiro e transformar o seu próprio mundo virtual em uma mesa de boteco.